Quando morei
em BH, fiz dança de salão por quase dois anos. Fui aluna bolsista e fazia
praticamente todas as aulas e todos os ritmos, chegando até a passar de nível
básico para o intermediário. Eu saia de um dia estressante de trabalho e ia
direto pra aula, amava de paixão chegar na sala e simplismente esquecer da vida.
Era a minha parte lúdica sendo exercitada.
Desde que me
mudei pra cá, ou seja há quase 5 anos, eu ainda não consegui voltar a dançar, mas
sempre que estou com algum problema ou aflição, eu comparo à algum ritmo de
dança.
O post de
hoje é sobre o tango, este lindo ritmo argentino, e de todos, é um
dos mais difíceis de ser executado. O tango é uma das danças mais lindas que
existe, talvez pela tensão que ele exala, é intenso, sensual, mas sobretudo
dramático, sofrido.
Ele parece
lento, parece simples, parece teatral, mas exige um esforço e percepção de
ritmo sem igual e existe um passo, que, se você não o aprende direito, não
adianta sair fazendo um oito perfeito (nota: não é quadradinho, é só 8) que
todo o movimento fica comprometido, prejudicado.
Estou falando
do “compasso de espera”, é o primeiro passo que aprendemos e é exatamente o
mais difícil. O passo consiste basicamente em esperar o melhor momento para se
movimentar. Sabemos que na dança de salão, a ordem de comando é
dada pelo parceiro, o homem comanda a dama. Mas no tango, e no compasso de
espera, isto é mais complicado ainda, pois envolve uma sincronia, uma
antecipação de movimentos gerando uma ansiedade enorme. Se o seu parceiro
vai para frente, a dama recua para trás, se ele vira pro lado, a dama vai para
o lado também...e assim sucessivamente, mas sempre num ritmo e num “compasso” pré-determinado
por ele.
A minha vida se
transformou num eterno compasso de espera e que nem sempre, tenho a indicação
correta de que direção o meu parceiro me passa para eu ir. Eu vivo com a
sensação de estar pisando errado, ou às vezes pisando no pé do meu par, o
que seria fatal na dança de salão.
Acontece que
tem dias que o desânimo bate de tal forma e a incerteza de acertar ou errar o
passo é tão grande, que fico sempre com
esta sensação, de ter dançado o tango errado, medo de não ter feito o movimento perfeito e não
ter conseguido aplausos no final...confesso que dá sim, vontade de abandonar
tudo, deixar o salão, mudar de ritmo, esperar
um movimento mais fácil e dançar... conforme a música do tempo...
LOOK 11 -
Mais um look invernal com o casaco mais quente que possuo, e a boina de oncinha
já batida nos looks daqui, para enfrentar o inverno rigororoso em SP .

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