Alguns leitores do blog estão me elogiando pelos textos que
escrevo e ainda acrescentam que nasci com o dom da escrita. Eu posso atestar
que isso não é verdade, eu só me propus, por 30 dias a falar sobre o que se
passa nessa cabecinha confusa e aflita, e, falar de sentimentos e coisas do
cotidiano qualquer pessoa pode fazer. Basta vencer a difculdade inicial e
começar...
De novo eu bato na mesma tecla do piano, e a música que o
piano toca se chama mudanças...mudanças de hábitos, de atitutes, de crenças
erradas sobre si mesma, de se forçar a construir algo novo em sua vida, mesmo
sem saber se dará certo ou não...questionamentos são fáceis de colocar no
papel...planos também, executá-los, aí...dependerá de uma coisa chamada força de
vontade. E por isso estou aqui, tentando insanamente, escrever um texto
coerente para o post de hoje.
Eu nunca fui de escrever, nunca tive um diário na adolescência,
nunca fui boa de redação, e tentava
argumentar com a professora a qualquer
custo se eu poderia narrar o tema “minhas
férias” em forma de desenho ou se poderia representar, rs...ou ainda
na faculdade, quando tive a capacidade de fazer um “storyboard” para a aula de
roteiro...rs.
Não gasto mais que 20 minutos pra fazer as fotos e
editá-las, mas pra escrever o texto do dia...é custoso! E sempre
fico achando que faltou alguma coisa, que deveria ter ficado melhor.
Por isso que afirmo, leitores (sim, eu os tenho!!) contesto,
com todas as letras que não tenho tal
dom, tampouco nasci com o mesmo. Nasci sim, com dom de desenhar e agradeço sempre que posso pois pude exercê-lo
sempre para o bem... “pois eu poderia estar matando, roubando, mas estou aqui, tentando
passar as minhas idéias honestamente”, rs.
Acredito que em determinados momentos da vida, devemos nos
perguntar: Qual é o meu real dom? Qual a minha real vocação? Qual é o meu papel
aqui neste mundo? O que eu estou fazendo para contribuir para isso? E tentar, e se não for de primeira, tentar de novo e fazer...pois não existe coisa mais prazeirosa que ir atrás dos
seus talentos...de suas vocações...e não adianta, se você nasceu para vender
cachorro-quente na rua, você jamais será um bom médico... nada paga uma frustração de poder ter sido bom em algo que nunca foi tentado por medo.
Eu sei, que um dia irei travar, mais cedo ou mais tarde,
isso irá acontecer, e as palavras irão sumir da minha mente assim como “uma operação ilegal no ruindows”, eu vou
dar pane, vou fechar o texto e sair sem salvar, perdendo completamente o bom
senso,rs.
Mas, para isso, eu
bolei um “plano infalível”: Fernando Pessoa e todos os seus heterônimos, Carlos
Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Marta Medeiros, Rubem Alves, Mário Quintana, Machado de Assis, Jorge Amado, Ariano Suassuna, Cora Coralina, e tantos outros, juntos me ajudarão a espalhar os seus sublimes dons, quando as minhas mal
traçadas linhas falharem.
LOOK 21 – Me perdoem
pela má qualidade das fotos, mas minha
câmera sisma de desregular automaticamente, quando, na verdade, ela deveria
fotografar automaticamente...enfim...look londrino com direito a chapéu de
feltro pra enfrentar o frio paulistano.

4 comentários:
Muito bom! Dom é algo complicado, muitos dizem que não existe, mas eu acho que é mais uma "aptidão" que a pessoa tem por fazer o que ela gosta. Certamente as pessoas tem o dom se elas querem algo. Acho que quando alguem persegue muito algo acaba adquirindo o dom. Então, você exercendo essa atividade de escrever, talvez esteja atiçando esse seu dom de escrever a sair. Que tal? rsrs
Diego, obrigada pelo incentivo, mas escrever pra mim não é um dom é um desafio diário!! bjs
Pro, eu acho q assim: já escrevi bastante, mostrei pros meus amigos, e eles sempre flam q "ta legal, bonito, tem o dom", mas eu tbm não concordo com eles não. Se a gnt pensar um pouquinho, é só saber transformar em ideias o q se pensa. A parte mais difícil é pensar. De inicio a gnt até escreve bastante, mas qndo vc se coloca como leitor, depois q vc escreveu algo e lê aquilo, tdo fica diferente e começamos a olhar com outros olhos. É por isso q eu não leio os meus textos, ou leio uma, no máximo duas vezes...
Obrigada Jefferson, mas releia os seus textos e tente sempre melhor[a-los, nada melhor que a nossa auto-critica, a cada texto que se le novamene, aprendemos mais...bjs
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