quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dia 27 - sobre viver...


“Se eu acordo preocupado com as providências como uma conta no banco que não dinheiro pra pagar, isso me aflige e  atrapalha faz com que eu não me de conta de outras outras coisas que eu deveria cuidar”... (Nando Reis)

São Paulo defitivamente não foi uma cidade projetada para desempregados, aliás, o desemprego aqui nem deveria existir, pois é tão difícil sobreviver aqui por uma infinidade de fatores como a poluição, o trânsito, a violência, o dia que não tem 24 horas, a falta de gentileza urbana, que imaginem isso tudo sem o “dindin nosso de cada dia” .

Pois é...desde de outubro do ano passado, eu venho sobre-vivendo...e de vez em quando o fantasma do “e se” vem pra me assombrar...”e se o dinheiro acabar, como pagarei o meu apartamento”? e se eu ficar doente, como farei ? E se eu tiver que voltar pra Silver Lake City  (vulgo, Lagoa da Prata, casa dos meus pais)? E se eu não conseguir o suficiente para o meu sustento? E se? E se? E aí bate um desespero tão grande que o único jeito que eu consegui de me livrar disso foi correr, correndo, parece que os “e ses” ficam lá pra trás....o ruim é quando o fantasma aparece no meio da noite...aí não tem jeito...você fica pensando, ruminando...

Aqui, você colocou o nariz pra fora da porta, já está contabilizando algum gasto...nem que seja calórico, mas invariavelmente, você irá gastar. Tudo é invariavelmente caro ou eu que sou invariavelmente pobre... sair pra se “divertir” então, não fica por menos de três dígitos... até pra você arrumar emprego, você tem que gastar assinando os sites de “recolocação profissional” que mais parecem que brincam de te fazer de palhaço, pois venho recebendo “vagas em aberto” desde o ano passado... a mesma vaga. Oras, se a vaga que mandei ainda não foi preenchida, tudo leva a crer que estou sendo ludibriada...será que ao invés de assinar um site de emprego, eu assinei por engano aqueles de horóscopo, que se você passar um tempo sem ler e se voltar , verá que só rolou um “copy e paste” no seu signo?

O que me aflige, e acredito que a maioria que está como eu, na faixa dos 40 anos e buscando uma recolocação profissional é o preconceito...porque uma pessoa com tanta experiência de mercado não pode ser absorvida pelo mesmo? Ou pior ainda, ela já é automaticamente eliminada dos processos seletivos se a sua idade está impressa no currículo? Sério, uma grande empresa de recolocação  a qual sou assinante desde janeiro, me “auxiliou” a não colocar a data de nascimento, ou qualquer menção à idade no currículo, pois impediria que as oportunidades de vagas no meu perfil aparecessem. Em uma das entrevistas que fiz, o gerente olhou para o meu currículo, olhou pra mim e veio com a pérola:  - desculpe, mas deve ter havido algum engano, pois você é muito qualificada para a vaga, eu queria alguém mais...mais... operário, sabe?  Ou ainda em outra: - Menina, você não parece a idade que tem! você é muito boa, o seu currículo é excelente, mas este tipo de perfil assusta, pois você joga em várias frentes, pode incomodar algumas pessoas acomodadas...é óbvio que eu não consegui a vaga...

E qual é o meu perfil então? Se sou talentosa, porque não absorvem o meu talento? Se sou competente então porque não me contratam? Se sou tão interessante, então porque você não perde este medo infantil e não me conhece melhor?

Desde que perdi o meu emprego, cansada e desiludida com o mercado, decidi mudar o foco da minha carreira, e tento desde então, construir um novo caminho na carreira docente... dar aula sempre foi o meu plano B, mas, que,  por força das circunstâncias acabou virando um plano A.

Eu ainda não sei se tenho vocação, tudo é muito novo e cedo, mas confesso que me encontrei dentro da sala de aula, e por algum motivo mágico, o meu olho voltou a brilhar...e não tem coisa mais fundamental pra mim, do que ir atrás do que brilha na minha retina...

É uma busca, árdua de início, mas prazeirosa na essência, pode ser um erro, mas pode sim ser acerto, e por enquanto, continuarei tentando...só tomando o devido cuidado para o “e se” não retornar mais... 

PS: alguns leitores sentem necessidade dos comentários dos looks do dia...eu só não sei se posto os créditos, até porque tudo meu é tão vintage, que nem me lembro mais, rs...bem, atendendo à pedidos, fica como uma pequena nota de rodapé, irei atualizar os post anteriores:

LOOK 27: Hoje eu resolvi brincar de melindrosa, eu amo os anos 20 e como fiquei em casa, montei este look só pra descontrair, já que pesei no texto...rs;

5 comentários:

Jeff Carvalho disse...

Eu nunca soube ao certo o q o mercado de trabalho quer. É igual em d.i.: vc manda o currículo pra uma vaga q os requisitos são "cad, sketchup e 3d max". Poxa, se soubesse, teria feitos esses cursos de "drawning" em senacs... Sei q não se compara a tí, mas é o meu caso. Agora sobre perfils... Bom, no meu antigo namoro, eu acho q a unica pessoa q eu tentei (isso mesmo, tentei) ser foi alguem q não era eu. Isso é estranho, mas eu tentei conquistar alguem sendo outra pessoa e fiz isso de uma forma q não estava percebendo. Até q chegou um momento q nos nossos encontros eu me perguntava "esse jefferson q está com vergonha é relamente vc? pq vc não fala as coisas q tem vtd?" eu não era falso, mas não era eu, eu me sentia prendido. Hj to entrando em um novo relacionamento e a coisa q eu estou mais curtindo é q eu não estou tentando ser ninguem e estou sendo eu. Eu to flando isso, pq, geralmente, qndo a gnt procura conquistar alguem a gnt as vezes se priva de algo. Por exemplo, a pessoa diz q não gosta de beatles e vc sai cantando "she said yes, i said no!!" no rolê com a pessoa. Tdo bem q pode ser uma brincadeira, e q por respeito ele vai entender seus gostos, mas o mercado de trabalho não é assim (eu dei tdo esse rodeio por desabafo e pq queria chegar aqui :). Acho q foi isso q descobri trabalhando aqui na academia do meu tio. Tdo vez q ele fazia uma entrevista e contratava ou não alguém, ele me flava coisas q ele queria ouvir, e na real e pessoal nem era aquele profissional q dizia ser na entrevista. Ou seja, a pessoa mostrava ser algo q ele queria. Eu acho errado qndo a pessoa diz q tem qualidades q não possui, mas, prof, na próxima entrevista foco naquilo q a pessoa quer ouvir. Acho q é isso c:

Jeff Carvalho disse...

Eu nunca soube ao certo o q o mercado de trabalho quer. É igual em d.i.: vc manda o currículo pra uma vaga q os requisitos são "cad, sketchup e 3d max". Poxa, se soubesse, teria feitos esses cursos de "drawning" em senacs... Sei q não se compara a tí, mas é o meu caso. Agora sobre perfils... Bom, no meu antigo namoro, eu acho q a unica pessoa q eu tentei (isso mesmo, tentei) ser foi alguem q não era eu. Isso é estranho, mas eu tentei conquistar alguem sendo outra pessoa e fiz isso de uma forma q não estava percebendo. Até q chegou um momento q nos nossos encontros eu me perguntava "esse jefferson q está com vergonha é relamente vc? pq vc não fala as coisas q tem vtd?" eu não era falso, mas não era eu, eu me sentia prendido. Hj to entrando em um novo relacionamento e a coisa q eu estou mais curtindo é q eu não estou tentando ser ninguem e estou sendo eu. Eu to flando isso, pq, geralmente, qndo a gnt procura conquistar alguem a gnt as vezes se priva de algo. Por exemplo, a pessoa diz q não gosta de beatles e vc sai cantando "she said yes, i said no!!" no rolê com a pessoa. Tdo bem q pode ser uma brincadeira, e q por respeito ele vai entender seus gostos, mas o mercado de trabalho não é assim (eu dei tdo esse rodeio por desabafo e pq queria chegar aqui :). Acho q foi isso q descobri trabalhando aqui na academia do meu tio. Tdo vez q ele fazia uma entrevista e contratava ou não alguém, ele me flava coisas q ele queria ouvir, e na real e pessoal nem era aquele profissional q dizia ser na entrevista. Ou seja, a pessoa mostrava ser algo q ele queria. Eu acho errado qndo a pessoa diz q tem qualidades q não possui, mas, prof, na próxima entrevista foco naquilo q a pessoa quer ouvir. Acho q é isso c:

na ponta da espada disse...

Pois é Jefferson, sua carreira seja ela em D.I. ou em qualquer outra coisa está começando, e é lógico que encontrará pedras no caminho...e a escada pra ti está começando, você está buscando uma profissão, um lugar, e isso é muito bom, vá em frente sem medo, vá tentando sempre acertar, seja no profissional, ou no pessoal,o mais importante é não deixar de ser você mesmo. bjs

Jaqueline Sayuri Matsunaga disse...

Ainda não consegui comentar outros posts da professora tão linda que há pouco conheci. Não sabia o que falar, já que tão pouco a conheço. Apenas aluna e professora. Aluna de pouquíssimas aulas, porém aulas lindas e bem vividas, ops, assistidas... Foram aulas tão bem assitidas e vividas que a minha falta na aula da "linha do tempo" me dói no coração até os dias de hoje! E eu nem sei muito o que dizer, pelo pouco tempo em que convivemos. Mas mesmo lendo que sua vida está mais instável do que aos 20 anos (achei isso demais de supimpa e libertador), uma coisa me arrisco e me atrevo a te dar como certeza, sua carreira como docente. A senhora brilha lindamente quando dá aula. Sua energia é absorvida, por nós alunos, de maneira mágica. Eu amava suas aulas, não via a hora de chegar sexta para assisti-las e no último dia, na oficina de papel de parede, no meio de toda aquela tinta, pensei bem baixinho: que um dia eu possa ser como a professora. Desejo, profa Angelica, que a sua vida tenha todas as cores, pois sei que irá usá-las da melhor maneira possível! Um abraço feliz, muito feliz!

na ponta da espada disse...

Linda e querida Jaqueline. Saiba que você foi a primeira pessoa a me dar os parabéns, as 00:30 do dia 07 de agosto, e eu me emocionei com o seu comentario tão sincero. È muito bom saber que sou inspiradora pra voce. bj no seu coração.