terça-feira, 16 de julho de 2013

Dia 22 - "There´s no place like home"...


Sempre gostei de estabilidade, minha vida sempre foi muito certinha, sempre tudo muito definido e planejado,  e pra mim o maior bem que alguém pode ter é o seu teto próprio. Felizmente eu conquistei o meu há 2 anos atrás, e hoje ele é o meu maior orgulho e minha maior preocupação monetária.

Dizem que você só conhece realmente uma pessoa quando entra na casa dela, e eu concordo plenamente com isso...tanto que minha casa é um reflexo de mim mesma. Em cada canto tem algo que me define, que me caracteriza...e acho que é isto que contextualiza um lar (de novo, o conceito!) que, você não precisa ter uma família para se ter um lar, basta que em essência, tudo que está nele seja uma particularidade sua. Um lar pra mim é um local com calor humano e não uma casa com cara de showroom da Sylvia Design.

Adoro pesquisar em sites de home-décor  idéias criativas e que cabem no meu “não orçamento temporário”.  Sou adepta do DIY...calminha aí, antes que você faça mal juízo de minha pessoa, isso não é nenhuma prática tonscinzaneanas, DIY é uma sigla para o Do It Yourself, ou no bom português, “faça-você-mesmo”.

Gosto tanto de garimpar utensílios  e quinquilharias por aí afora que foi eu mesma  que fiz a maioria dos móveis, explico...minha mobília é praticamente tudo o que sobrou de um falido casamento,e, como logo que me separei comprei o apartamento, não fiquei com “cash” suficiente para trocar a mobília... resultado: além das minhas roupas serem “vintage” parte de muita casa também  acabou adquirindo este aspecto. Minha  geladeira é da “era do gelo” , minha TV, de humildes 21 polegadas é de LSD,pois  eu sempre tenho a impressão de que estou vendo algo distorcido na imagem...rs e os móveis eu fui adaptando, desmanchando, e com a ajuda de meu pai , marceneiro de mão cheia e a Rua do Gasômetro (meu shopping preferido!) minha casa foi tomando forma.

Eu posso ter vocação pra decoração e pra cozinha (recentemente, caí de amores por uma frigideira com fundo de porcelana, eu olho pra ela e ela olha pra mim e já imagino as panquecas maravilhosas que farei com ela...), mas, nasci com zero dom para a faxina...e isso causa transtornos inexoráveis!!! Eu não sou dessas mulheres habilidosas com a vassoura e que em algumas horinhas já passou até cera no piso! Mas, eis que em  minha atual situação, a Amélia é forçada a baixar em mim...sai tudo errado! Eu arrumo de um lado e automaticamente desarrumo de outro... isto será sempre uma incógnita pra mim...

Eu pensei que aos 40 anos este meu  dilema doméstico estaria resolvido. Mas, não, lá vem o senhor destino me pregar uma peça,  tirando o sonho de ter uma faxineira pra chamar de minha!

O meu lar é um refúgio pessoal que somente pessoas muito próximas e importantes pra mim tem acesso (um vampiro não entrará em sua casa a menos que seja convidado...), e, parafraseando a  Doroty, quando entro em casa,  bato os sapatinhos de cristal e saio correndo pelos ladrilhos amarelos dizendo: "There´s no place like home"...


LOOK 22 –Pra combinar com o frio que voltou a fazer aqui em São Paulo, cores e acessórios quentinhos.

3 comentários:

Unknown disse...

Simplesmente amei!!!!

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
na ponta da espada disse...

que bom que gostou Aline, acompanhe e comente o quanto quiser!! bjs