Sempre gostei de estabilidade, minha vida sempre foi muito
certinha, sempre tudo muito definido e planejado, e pra mim o maior bem que alguém pode ter é o
seu teto próprio. Felizmente eu conquistei o meu há 2 anos atrás, e hoje ele é o
meu maior orgulho e minha maior preocupação monetária.
Dizem que você só conhece realmente uma pessoa quando entra
na casa dela, e eu concordo plenamente com isso...tanto que minha casa é um
reflexo de mim mesma. Em cada canto tem algo que me define, que me caracteriza...e
acho que é isto que contextualiza um lar (de novo, o conceito!) que, você não
precisa ter uma família para se ter um lar, basta que em essência, tudo que
está nele seja uma particularidade sua. Um lar pra mim é um local com calor
humano e não uma casa com cara de showroom da Sylvia Design.
Adoro pesquisar em sites de home-décor idéias criativas e que cabem no meu “não
orçamento temporário”. Sou adepta do DIY...calminha
aí, antes que você faça mal juízo de minha pessoa, isso não é nenhuma prática
tonscinzaneanas, DIY é uma sigla para o Do It Yourself, ou no bom português, “faça-você-mesmo”.
Gosto tanto de garimpar utensílios e quinquilharias por aí afora que foi eu mesma
que fiz a maioria dos móveis,
explico...minha mobília é praticamente tudo o que sobrou de um falido casamento,e,
como logo que me separei comprei o apartamento, não fiquei com “cash”
suficiente para trocar a mobília... resultado: além das minhas roupas serem “vintage”
parte de muita casa também acabou
adquirindo este aspecto. Minha geladeira
é da “era do gelo” , minha TV, de humildes 21 polegadas é de LSD,pois eu sempre tenho a impressão de que estou vendo
algo distorcido na imagem...rs e os móveis eu fui adaptando, desmanchando, e
com a ajuda de meu pai , marceneiro de mão cheia e a Rua do Gasômetro (meu
shopping preferido!) minha casa foi tomando forma.
Eu posso ter vocação pra decoração e pra cozinha (recentemente,
caí de amores por uma frigideira com fundo de porcelana, eu olho pra ela e ela
olha pra mim e já imagino as panquecas maravilhosas que farei com ela...), mas,
nasci com zero dom para a faxina...e isso causa transtornos inexoráveis!!! Eu não
sou dessas mulheres habilidosas com a vassoura e que em algumas horinhas já
passou até cera no piso! Mas, eis que em minha atual situação, a Amélia é forçada a
baixar em mim...sai tudo errado! Eu arrumo de um lado e automaticamente desarrumo
de outro... isto será sempre uma incógnita pra mim...
Eu pensei que aos 40 anos este meu dilema doméstico estaria resolvido. Mas, não,
lá vem o senhor destino me pregar uma peça, tirando o sonho de ter uma faxineira pra
chamar de minha!
O meu lar é um refúgio pessoal que somente pessoas muito
próximas e importantes pra mim tem acesso (um vampiro não entrará em sua casa a
menos que seja convidado...), e, parafraseando a Doroty, quando entro em casa, bato os sapatinhos de
cristal e saio correndo pelos ladrilhos amarelos dizendo: "There´s no place like
home"...
LOOK 22 –Pra combinar
com o frio que voltou a fazer aqui em São Paulo, cores e acessórios quentinhos.

3 comentários:
Simplesmente amei!!!!
que bom que gostou Aline, acompanhe e comente o quanto quiser!! bjs
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