sexta-feira, 19 de julho de 2013

Dia 18 - Esperar não é preciso.


Um dos graves defeitos que tenho, e que, ainda não consegui amadurecer o suficiente, ou compreender o suficiente, é o fato de sempre esperar demais das pessoas, um agradecimento, um reconhecimento ou consideração. Sempre crio expectativas, e lógico, não precisa ser nenhum guru para saber que acabo me frustrando, pois ninguém é obrigado a fazer algo que não venha de dentro...eu sei disso, mas meu coração e cérebro insistem que não.

Aí vêm as pessoas te falarem para “não esperar nada para não se decepcionar”,”só conte consigo mesmo” ou “não crie expectativas” e blá, blá, blá...oras, se não é pra contar com as pessoas, se não é pra esperar nada de ninguém, então não precisamos viver em sociedade certo? não precisamos vivenciar as trocas das relações humanas  e poderemos  viver felizes como um “ermitão das montanhas”.

Sempre fui muito dedicada, e ainda não mensurei até que ponto isto é bom ou ruim, ou ainda o quanto me prejudica, mas a bem da verdade é que quando me proponho a fazer algo, mesmo que não saiba, tento fazer bem feito, faço com amor. E sempre foi assim, seja nos estudos, em minha vida profissional ou amorosa.

Quando conheço alguém, e este é interessante o bastante para estabelecer uma relação, veja bem: hoje a visão está tão distorcida da realidade que é comum as pessoas confundirem “relação” com “vínculo” e fugir...falo de uma relação que pode ser ela de amizade, de amor, mas sobretudo implica em “se permitir conhecer o outro melhor”, isto é praticamente impossível nas relações midiáticas de hoje.

É mais fácil você estar “num relacionamento estável com facebook” que passar um dia no parque com alguém bacana, ou uma noite inteira especial, ou ainda convidá-la para jantar...assumir uma relação virtual para 588.879.000 amigos te exime da culpa de ter que encará-la nos olhos, de ter que expor suas intenções e sentimentos. Sentimentos estes fugazes, quase sempre superficiais e frívolos. Não estou sendo pragmática, mas segundo Zygmund Bauman em seu excelente livro “Amor Líquido”,” vivemos cada vez mais numa fluidez de relações e sentimentos que, somos cada vez mais incapazes de estabelecermos vínculos com quem quer que seja...inclusive conosco mesmo”. É mais fácil posar de “legal na rede social”, onde para todos você é um “semideus” do que se encarar no espelho, e ver o quão medroso, tolo e egoísta possa vir a ser...

Talvez, este seja um dos meus maiores desafios daqui pra frente, parar de esperar tanto das pessoas que gosto, e não me frustrar mais. Parar com a mania de colocá-las num pedestal e idolatrá-las. Ser capaz de perceber que elas não são estátuas de mármore, e, quem sabe, depois de muito bater a minha cabecinha, não reconheça que, na verdade, nunca passaram de lindas estátuas de sal...

LOOK 18 - Mais um vestido quentinho, da Antix que tem as estampas mais lindas do universo! para sair arrumadinha pra jantar…

2 comentários:

Diego disse...

Não leve como um desafio daqui pra frente o fato de não esperar nada das pessoas. Você tem argumentos suficientes para convencer o contrário! A sociedade é isso, esperar e decepcionar ou não. Vai de cada ocasião. Não perda essa parte viva de ti! Bjos

na ponta da espada disse...

Obrigada Diego, você está certíssimo nas colocações! bjs